Dia Internacional do Sono – Algumas sugestões para dormir melhor

Dia Internacional do Sono – Algumas sugestões para dormir melhor

Ao comemorar o Dia Internacional do Sono, resolvemos lembrar a importância de um sono de qualidade.

Num grupo de amigos, as conversas sobre o sono são sinónimo de risota… Sim, não estou a dizer nenhum tipo de disparate!! Ora lembrem-se lá  dessas conversas que terminam sempre com expressões como: “só estás bem a dormir”, “és um dorminhoco”, “pareces um dos anões – o soneca”, “eu durmo 4h e estou novo. Só o maior!”… Pois normalmente a conversa acaba com uma boa gargalhada… 😊

Mas para a ciência sono é sinónimo de saúde, ou falta dela. Ou seja, se se consegue um horário equilibrado de sono diárias (as 7h para um adulto), com uma boa higiene do mesmo (deitar-dormir-descansar-acordar cheios de energia), somos consideradas pessoas saudáveis. Porém, tudo que for pelo desequilíbrio: dormir poucas horas, sono de pouca qualidade (insónia, sonhos constantes, pesadelo, horas de sono desreguladas), provoca alto risco de vir a desenvolver doenças. Quais doenças? Ora podem ser: AVC, demências, Enfartes Agudos do Miocárdio, entre outras…

No entanto, é fácil achar que estas doenças fazem parte daquele “grupo de desgraças” que só acontecem aos outros. Temos, ainda, a ousadia de achar que “AVC é doença de velhos”. Ah, meus amigos!! Desenganem-se… Na saúde as questões de idade só indicam probabilidades, contudo quando o sono está desregulado as probabilidades desaparecem e dão lugar a certezas. Certeza de ter um AVC aos trinta e poucos; certeza de ter um enfarte nos próximos minutos, certeza… certeza de se viver condicionado para toda a vida porque ficamos limitados, porque o meu corpo não nos voltará a ajudar.

Sim… como é possível que “uma condição tão simples” tenha “estragos” tão grandes na nossa saúde?

Pois bem, explicando sem explicar muito… Durante o sono (um sono de 8h horas e durante a noite, porque o Ser Humano está programado para viver de dia) são reguladas as funções biológicas fundamentais na consolidação da memória, na visão, na termorregulação, na conservação e restauração da energia e restauração do metabolismo energético cerebral. Por conseguinte, estas funções se traduzem no bom funcionamento físico, ocupacional, cognitivo e social do indivíduo e, consequentemente para a qualidade de vida. (Müller e Guimarães, 2007)

No entanto, os distúrbios do sono são tratáveis. Pode e deve sempre começar-se com algumas estratégias não farmacológicas e caso estas falhem, aí sim, deve ser contato o médico de família para soluções mais específicas.

Estratégias não farmacológicas para regular o sono

  • Depois das 18h, não ingerir alimentos excitantes – café, bebidas com cafeína, chocolate
  • Dizer não às televisões, telemóveis, tablets antes de dormir (excesso de luz e informação que ativa funções de alerta no organismo)
  • Ter, no quarto, um ambiente sereno e que facilite o sono – pouca/nenhuma luminosidade, temperatura agradável e confortável
  • Cumprir horários para deitar e levantar, mesmo que seja dia de folga – autodisciplina é importante para cuidar da sua saúde.
  • Prática de exercício físico diária – no meio de tantas vantagens, permite gastar energia que acumulamos por stress o que facilita uma boa noite de sono.
  • Medicina Tradicional Chinesa – quer na sua vertente da massagem, quer na vertente da acupuntura é possível fazer diminuir os níveis de stress e regular o sono.
  • Meditação – seja pela pratica do yoga ou do tai-chi reduz os níveis de stress, diminui a energia excessiva, facilita a regularização do padrão de sono.
  • Levar uma vida leve, mas responsável – todos temos as nossas os nossos problemas; todos temos obrigações, todos temos trabalho/tarefas, todos temos família, todos temos amigos… mas todos temos que nos respeitar enquanto pessoas, respeitar os nossos limites e dificuldades e por isso também precisamos de ajuda. O mundo não foi feito para andar nas nossas costas. Os dias têm vinte e quatro horas para serem bem distribuídas e geridas… será que é assim tão impossível? Ou será que as nossas prioridades não estão bem ajustadas?

 

Sim… eu durmo 8h por noite. E quando me dizem que sou dorminhoca respondo “Não tenho peso na consciência”. 😊… mas, às vezes, também preciso de uma ajudinha extra!!

Apoio bibliográfico:

  • Müller, Mônica R.; Guimarães, Suely S., Impacto dos transtornos do sono sobre o funcionamento diário e a qualidade de vida. Estudos de Psicologia [on line] 2007, 24 (Outubro-Dezembro): [Consultado a : 16 de março de 2018] Disponível na web em: <http://4www.redalyc.org/articulo.oa?id=395335889011> ISSN 0103-166
  • http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2018-03-16-Portugueses-entre-os-europeus-que-mais-consomem-medicamentos-para-dormir

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